segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Protesto!

Este Blog está inactivo à demasiado tempo!
Temos de dinamizar este espaço e dar voz aos Domingueiros anónimos que, com muito esforço (às vezes mesmo muito...) calcorreiam trilhos e caminhos por esse mundo fora (mais concretamente em Portugal e Espanha!).
E aproveito para expressar a minha revolta pelo que está a acontecer.
Foi divulgado recentemente uma compilação de fotos da última caminhada (ou melhor, da primeira... do ano!) que vem subverter o espírito que preside às actividades domingueiras.
Até agora tínhamos um conjunto de "nabos" que tiravam uma foto engraçada por cada milhão e que no final do ano se entretinha a escolher a melhorzinha e a fazer umas festinhas no ego de quem a tirou (como é habitual, a melhor foto ficava sempre em segundo!).
Mas agora com máquinas "sobresticadas" e fotoshop (e... pronto, reconheço... algum talento!) acabamos por tornar isto numa competição profissional.
Não sei se têm a noção do que isso significa, mas as máquinas não vão poder trabalhar mais em automático!!!
Se não acreditam em mim, vejam com os vossos olhos:
http://www.sendspace.com/file/x78t2h

PS: Parabéns ao fotógrafo :)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Concurso fotografico 2009

E as melhores fotos de 2009 foram:

- Para além das núvens, Picos - Cristina (52)


- Sem legenda, Gerês - Eduardo(30)


3º - Amplitude maxima, Picos - Camilo (28)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

E as melhores fotos de 2008 são:

"Intemporal", Ilha do Pico

Ana Luisa , com 60 pontos


"Berlengas das Gaivotas (As gaivotas foram treinadas pela Berta!)", Berlengas

Eduardo Barata, com 35 pontos



"Árido", Costa Vicentina (Carrapateira)

Sandra Nascimento, com 32 pontos



Obrigado a todos os que participaram tanto com fotos como com a votação.
E vamos todos aprender com quem sabe ganhar concursos, para tirar melhores fotos em 2009 :P

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Trilho do Ourigo, Parte 2 - Na Boca do Lobo!

Depois da desistência do ano passado, tínhamos de voltar a tentar fazer este trilho. Não nos ficamos assim às primeiras!!!
Até porque o percurso promete. São 21 Km pelas terras de Barroso, que mesmo compensados pelo pouco desnível prometem deixar umas marcas para os dias seguintes!


Embora não conste do folheto do trilho, um dos atractivos do percurso é o Fojo do Lobo de Avelar .
É um fojo de paredes convergentes. Duas paredes com cerca de dois metros de altura convergem para a armadilha.

A relação do homem com o lobo foi sempre marcada pela perseguição. Para combater o carnívoro todos os meios eram válidos e alguns implicavam grande engenho e dispêndio de energia. Os fojos do lobo são disso exemplo. Construídos no meio da serra, com paredes de pedra com dois metros de altura, implicavam a mobilização de toda a aldeia. Toneladas de pedra eram transportadas em carros de bois com um único fim - dizimar o lobo que lhes atacava os rebanhos.

Os fojos existem apenas no norte da Península Ibérica e são basicamente de dois tipos – de cabrita e de paredes convergentes. Nos primeiros, de forma circular, era colocada uma cabra que servia de engodo para atrair o lobo. Os de paredes convergentes, constituídos por duas paredes que convergem para um fosso, implicavam uma batida que envolvia toda a aldeia e, por vezes, as aldeias vizinhas. Os batedores conduziam o lobo para o fojo e este acabava por cair no fosso, previamente dissimulado com vegetação.

No início do século XX, com a vulgarização do uso do veneno e das armas de fogo, os fojos deixaram de ser usados e foram esquecidos. A acção do tempo, o vandalismo e a pilhagem de pedras contribuíram para a sua degradação. No final de 1999 foi criada a associação Fogiun Lupal, um grupo de trabalho ibérico com o objectivo de inventariar, caracterizar e conservar os fojos. Para Francisco Álvares, membro do Grupo Lobo e um dos mentores da associação, a conservação dos fojos é imperiosa. “ São testemunhos únicos da arquitectura rural que simbolizam a relação ancestral do homem com o lobo na Península Ibérica”

Em "www.ecotura.com"

Os lobos já não metem medo e o tempo promete ajudar, por isso toca a andar!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Incensos

Na descrição do trilho do Monte Brasil, vinha a passagem por uma mata de incensos, o que muito nos intrigou. Principalmente porque ao observar os ditos incensos não conseguimos fazer a sua associação com o incenso das igrejas. Nem no aspecto, nem no cheiro…


E há um motivo para isso. É que o incenso dos Açores é o:

“Pittosporum undulatum, conhecido pelo nome comum de pitósporo-ondulado, incenso ou faia-do-norte (Açores), é uma árvore que cresce até aos 15 m de altura (mesofanerófito), com folhas alongadas e onduladas nas margens (daí o epíteto específico undulatum), invasora em muitas regiões temperadas húmidas. É utilizado como abrigo, suportando bem as podas, e como ornamental já que as folhas lustrosas e perenes lhe dão uma particular beleza, a que se associa a flor de um odor agradável e perceptível a longa distância, embora apenas intenso durante a noite.

O Pittosporum undulatum é originário das áreas húmidas da costa oriental da Austrália, mas teve a sua área de implantação drasticamente expandida após a colonização europeia. É uma árvore de crescimento extremamente rápido, colonizando rapidamente áreas desflorestadas.”

Em “Wikipédia”

Enquanto o outro é o:

Olíbano, também conhecido como franquincenso, é uma resina aromática muito usada na perfumaria e fabricação de incensos. É obtido de árvores africanas e asiáticas do género Boswellia.

Seu nome franquincenso é provavelmente devido ao fato de ter sido reintroduzido na Europa pelos Francos, já olíbano é derivado do árabe al-lubán ("o leite"), em referência à seiva leitosa que sai ao golpear a árvore de olíbano.

O olíbano é usado generosamente em ritos religiosos. De acordo com o Evangelho de mateus 2:11, ouro, olíbano e mirra foram os três presentes dados a Jesus pelos Reis Magos que vinham do oriente.”

Em “Wikipédia”


Vejam só as coisas que a gente aprende!!!


quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Caminho das Cabras

A lata de tinta estava cheia, os moldes das marcas preparados, os Domingueiros cheios de energia matinal… teve então início (pontualmente, não fossem os 20 km esticar-se) a primeira marcação de trilho pela equipa Domingueiros, com o auxílio da equipa Cabras, tal como combinado!

Partindo de S. Macário, descemos (ainda a motor) até à Aldeia da Pena numa estrada um pouco estreita e com tendência para descer a pique e às curvas… Chegados ao fundo, encontrámos um cenário pitoresco, construído de xisto. Iniciámos o passeio mesmo sem cumprimentar os 10 habitantes da aldeia, tarefa que ficaria para depois.

Metemos pelo “caminho do morto que matou o vivo”. Conta a lenda que um morto, ao ser carregado por alguns companheiros, escorregou pela encosta abaixo e no final passaram a ser 2 a ter de ser carregados… Histórias do arco da velha…

Atravessámos um prado com cavalos a pastar e continuámos por um trilho fresco e verdejante, com um riacho a acompanhar, por vezes ladeado de rochas altas. A certa altura começámos a receber estranhas mensagens via rádio de “Víbora Cornuda” e companhia, que vinham no nosso encalço. Pai Natal e Mocho Branco entraram em linha para tentar decifrar essas estranhas mensagens… Eles estavam a aproximar-se…

Após esta primeira etapa de floresta, chegámos à aldeia de Covas do Rio. Juntámo-nos no largo do coreto, à sombra (já que o sol começava a apertar) e aproveitámos para petiscar. Surgem então Víbora Cornuda & Co., que afinal eram gente boa e foram bem recebidos no grupo! Desta vez foi um coreto o cenário para a foto de grupo!

Atravessámos a aldeia e prosseguimos num caminho entre terras agrícolas, árvores de muitas qualidades e algumas pontes antigas sobre um riacho.

Deparámo-nos mais adiante com uma encruzilhada no caminho, bem assinalada com sinais de trânsito de calibre oficial, que nos mandavam seguir pelo caminho que não queríamos. Resolvemos por isso desobedecer, mas…esbarrámos contra uma propriedade privada, com o dono à porta. Desta vez perdoou-nos e até nos deixou passar a todos… mas à frente tivemos uma prova de obstáculos, com um portão de ferro com altura considerável que foi transposto com sucesso! Medalha de ouro em salto de portões para os Domingueiros.

Na estrada de montanha começaram, a pouco e pouco, a aparecer ranchos de cabras curiosas, que levantavam nuvens de terra nas suas descidas pelos montes. Ao longo do caminho fomos sempre escoltados por essas belas criaturas, com pêlo lustroso e muito fotogénicas. Chegando a uma curva, avistámos ao fundo do vale uma pequena aldeia, ladeada de terras cultivadas, a contrastar com a paisagem mais selvagem em redor – Covas do Monte. Mais uma pedra ficou assinalada com a marca dos Domingueiros – virar à direita.

Descemos (com alguns derrapanços) até entrar na pequena mas moderníssima aldeia, com um Esp@ço Internet num reservatório de milho seco.

Logo apareceu ao balcão uma habitante, antevendo muitos clientes para o seu restaurante! A arca dos gelados ficou subitamente mais vazia. De gargantas refrescadas, saímos da aldeia e iniciámos a etapa final, e a mais dura, com subidas sob um sol escaldante… As cabras não nos deixaram esmorecer, aparecendo constantemente ao longo do caminho.

Saímos de novo do caminho de terra batida e começámos a imitar os caprinos, contornando as pedras e a vegetação rasteira. (Nesta altura a marcas dos Domingueiros transformaram-se em salpicos, devido à escassez da tinta.) A Aldeia da Pena já estava perto…

Ao cair da tarde chegámos finalmente ao nosso destino e ponto de partida. Estava cumprida a missão dos Domingueiros e inaugurado o 1º trilho oficial! Para festejar, abancámos no restaurante da aldeia e houve muita coisa boa para provar – pão, queijo, presunto e chouriço assado quentinho. O dia estava a chegar ao fim…

Um grupo de corajosos, sentindo ainda uma réstia de força nas canelas, resolveu subir a pé o caminho de volta para S. Macário. Teve de ir uma viatura buscá-los (mais um nada e já não os apanhava na subida, tal era a velocidade!) e insistir para que entrassem!

O sol punha-se sobre S. Macário… Tempo de regressar a casa :o).

Nota do Editor:

Como podem constatar, não pudemos contar com a presença das cabras nesta reportagem. Apesar dos nossos esforços não foi possível chegar a um entendimento sobre a repartição da palha. Pelo facto, apresentamos as nossas desculpas.

terça-feira, 22 de julho de 2008

3º percurso nocturno

Salreu, 18 Julho 2008


Mais uma quente noite de lua cheia, mais um trilho nocturno. Desta vez em Salreu, num trilho da BioRia.

Pode-se dizer com toda a convicção que todos os participantes apoiam, que foi um trilho que marcou!!!!!Não só pelo céu completamente limpo a permitir que a lua iluminasse todo o caminho, sem recorrer-mos às lanternas; nem pelo caoxar das rãs e assobios de algumas aves, quase sempre nos acompanhou; mas também pelas inumeras picadas dos mosquitos que, literalmente, deixaram a sua marca!!! :O
Valeu pela companhia, pelo convivio e pela observação rapida das famosas luas de Jupiter, que andava por lá a fazer companhia à lua.